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domingo, 29 de julho de 2018

Revolução Praieira

Revolta de caráter liberal iniciada em Olinda(PE) no ano de 1848 e durou até 1850. Começou no dia 07 de novembro de 1848 quando os amotinados se deslocaram para o interior, foram para o norte, de onde partiram para Igarassu e Goiana.

Procuravam a área de influência de senhores de engenho liberais, como Manuel Pereira de Morais. Seu apoio fez com que no início o conflito ficasse conhecido por "guerra do Morais". Enquanto isso, a disputa de espaço na imprensa se acirrava com os artigos de general Abreu e Lima, o famoso general das massas, em ataques ao governo e as novas autoridades "guabirus". 

General Abreu e Lima
(Fundação Joaquim Nabuco)

Quando Herculano Ferreira Pena foi substituído, na Presidência da Província, por Manoel Vieira Tosta, foi intensificada a repressão aos liberais. Nessa ocasião, os deputados da "praia", liderados pelo desembargador Joaquim Nunes Machado, retornaram ao Recife, esperançosos de obter uma conciliação e a cessação da luta. Vieira Tostão, porém, mostrou-se intransigente, o que forçou a elite intelectual da praia a lançar um manifesto, no dia 25 de novembro, começando a parte mais intensa do movimento revolucionário.

Além desse aspecto de disputa política entre as elites, a praieira também foi um movimento de mobilização popular. Foi marcante nesse movimento os ideais do socialismo utópico. Apesar das condições dos revoltosos, depois conseguiram a anistia e retornaram a carreira política.


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terça-feira, 24 de julho de 2018

Confederação do Equador

A Capitania de Pernambuco usufruia de uma determinada autonomia administrativa, mas com a vinda da família real para o Brasil, em 1808, a corte instalada no Rio de Janeiro busca uma maior concentração de poder. Entre as motivações da Revolução de 1817 está essa perda de autonomia dos pernambucanos. Advinda a Revolução do Porto(Portugal), em 1820, e a independência em 1822 as possibilidades de mais autonomia poderiam se tornar realidade.

Entretanto, a atitude de D.Pedro I em dissolver a Asssembleia Constituinte, em 1823, e outorgar uma constituição leva a insatisfação dos pernambucanos, pois veem seus projetos de autonomia desfeitos através de uma atitude autoritária do imperador.

Sob a liderança de Manuel de Carvalho, um participate da Revolução de 1817 que foi exilado nos Estudos Unidos da América, foi proclamada a Confederação do Equador e instituída uma república que abarcaria as províncias do nordeste.

A Confederação do Equador se formou quando juntaram-se aos pernambucanos as províncias do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Foram tomadas as seguintes medidas: Convocação de uma Assembleia Constituinte para elaborar uma constituição com base na colombiana, suspensão do tráfico negreiro, o mesmo não chegou a ser abolido. O tema da escravidão foi o mais emblemático entre as lideranças, não permitindo que o movimento se tornasse coeso.

Execução de Frei Caneca
Murilo La Greca

As divisões intenas ao movimento, entre as elites haviam tendências diferenciadas, assim como o distanciamento destas em relação a massa popular contribuiu para a derrota do movimento. As tropas mercenárias, contratadas pelo imperador, comandadas por Lord Cochrane cercaram a província.

Depois da tomada do Recife pelas tropas mercenárias, Pais de Andrade refugiou-se em um navio inglês, enquanto os combatentes mais radicais resistiam em Olinda, liderados por Frei Caneca. A violenta repressão, financiada pelo capital inglês, foi responsável por debelar o movimento, prender seus principais líderes, que foram punidos severamente, dentre eles o próprio Frei Caneca que foi fuzilado após os carrascos se recusarem a enforcá-lo.


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