quinta-feira, 28 de junho de 2018

Guerra dos Bárbaros

O conjunto de conflitos que ocorreram de 1650 a 1720 entre os índios e os portugueses no interior do nordeste é genericamente denominada de "Guerra dos Bárbaros".

O uso do termo para nomear esses conflitos é decorrente da documentação da época, entretanto não se pode qualificá-lo como um movimento indígena unificado, fruto da união dos índios contra o colonizador, tendo em vista os conflitos entre aldeias e os aliados portugueses.

Na expansão dos domínios portugueses para o interior ocorreram os maiores extermínios de índios no Brasil colonial, principalmente dos Tapuias. Algumas tribos foram dizimadas por completo, o extermínio não foi maior devido aos aldeamentos e a rendição dos sobreviventes e conseguente subjugação e aculturação dessa população.

Entre esse conjunto de conflitos que compunham a "Guerra dos Bárbaros" destaca-se a Guerra do Recôncavo e a Guerra do Açu.

A Guerra do Recôncavo foi o conflito que ocorreu entre 1651 e 1679 no interior da Bahia.  As tropas que lutaram em Guararapes(1648-49) foram convocadas para combater os índios que estavam em conflito com os fazendeiros no recôncavo baiano. Após muitos anos de conflito é solicitado aos bandeirantes paulistas ajuda para "apaziguar" a situação. A ação destes é decisiva para o massacre indígena e encerramento do conflito.

A Guerra do Açu foi o conflito que ocorreu entre 1680 e 1720 abrangendo os territórios do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Novamente os índios aliados são convocados, bem como as tropas formadas por negros. Mas é determinante, novamente, para a vitória dos colonizadores a ação dos bandeirantes, especialmente a figura de Domingos Jorge Velho, experiente na captura de índios.

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Bons estudos!



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